Melhores praias para o pôr do sol no Brasil
As praias onde o sol se põe no mar, do Ceará às ilhas e baías da Bahia, SP, PR e SC. Veja o porquê e o horário do poente por praia.
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O ponto consagrado de pôr do sol em cada capital, do Farol da Barra ao Gasômetro. Veja o porquê e a tabela do poente nas 27 capitais.
Cada capital brasileira tem seu ponto consagrado de pôr do sol, e quase sempre é um lugar com horizonte aberto para oeste: um farol, um cais, um mirante alto ou a margem de um lago. O Farol da Barra em Salvador, a Ponte dos Ingleses em Fortaleza, a Usina do Gasômetro em Porto Alegre e o Pontão do Lago Sul em Brasília são alguns dos clássicos. O horário muda muito de capital para capital e ao longo do ano: no verão o sol se põe perto das 19h no Sul, e no inverno já por volta das 17h no Nordeste. Abaixo vai o ponto de cada capital e a tabela de horários calculada pelo motor do site.
Duas coisas empurram o horário do poente para lados diferentes: a latitude e a longitude. A latitude manda na estação. Perto do equador, como em Boa Vista ou Macapá, o sol se põe quase no mesmo horário o ano inteiro, sempre por volta das 18h. Bem ao sul, em Porto Alegre, o poente vai das 17h30 no auge do inverno até quase 19h30 no verão, uma diferença de quase duas horas.
A longitude manda no relógio. Dentro do mesmo fuso, uma cidade mais a oeste vê o sol se pôr mais tarde. É por isso que Rio Branco, no extremo oeste, e Recife, na ponta leste, têm poentes em horários tão distantes mesmo quando o dia dura quase o mesmo. O horário oficial é uma convenção de fuso; o sol segue a longitude real do lugar. Para entender essa diferença de raiz, veja por que o Brasil tem quatro fusos horários.

Na Amazônia o pôr do sol é de rio, não de mar, e ganha uma escala que nenhuma orla urbana alcança. Em Manaus, o passeio de barco até o Encontro das Águas, onde o Rio Negro escuro corre lado a lado com o Solimões barrento sem se misturar, é o cartão-postal, mas a própria orla da Ponta Negra já entrega o sol descendo no Rio Negro. Em Belém, a Estação das Docas, um antigo complexo portuário revitalizado, é o ponto de encontro para o poente sobre a Baía do Guajará, com passeios de barco saindo dali no fim da tarde.
As capitais do Norte compartilham um traço: por ficarem perto do equador, o horário do poente quase não muda entre o verão e o inverno. Em Porto Velho e Rio Branco, no fuso do Acre, o sol se põe mais cedo no relógio oficial, um efeito da longitude combinada ao fuso.
O Nordeste tem um detalhe curioso: por estar quase todo na ponta leste do país, é onde o sol se põe mais cedo no relógio. Em Recife, o Marco Zero e o Cais da Alfândega, no bairro do Recife Antigo, pegam o reflexo do sol nas fachadas coloridas dos casarões, num poente que no inverno acontece já às 17h11. Em Salvador, o Farol da Barra está num promontório voltado direto para oeste, sobre a boca da Baía de Todos os Santos, e é considerado o melhor pôr do sol da cidade.
Em Fortaleza, a Ponte dos Ingleses, um deck de madeira que avança 130 metros mar adentro na Praia de Iracema, virou o ponto de encontro do entardecer, com centenas de pessoas todos os dias. Nas outras capitais litorâneas, a lógica se repete: procure uma ponta, um pier ou uma orla que dê para o lado do poente, já que a maior parte das praias, voltada a leste, é melhor para o nascer do sol. Esse tema aparece por inteiro no guia das melhores praias para o pôr do sol.
Sem litoral, o Centro-Oeste resolveu o pôr do sol com água represada e horizonte aberto. Em Brasília, o Pontão do Lago Sul, às margens do Lago Paranoá, é o point mais popular, com o sol se refletindo na água calma; a cidade, planejada com avenidas largas e poucos obstáculos, oferece linhas de horizonte generosas em vários pontos. Por estar num planalto alto e a oeste dentro do fuso de Brasília, a capital tem poentes tardios, passando das 18h40 no verão.
Em Cuiabá e Campo Grande, no fuso do Amazonas, o efeito da longitude aparece de novo: o sol se põe cedo no relógio no inverno, perto das 17h, e a diferença para o verão é das maiores do país, já que essas capitais estão bem ao sul da região.
No Sudeste, a topografia entra em cena. Em São Paulo, a Praça Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, entrega um dos ângulos mais bonitos do entardecer entre os prédios, com gente fazendo piquenique no gramado; o Sesc Paulista e o Farol Santander somam mirantes altos no centro. Em Belo Horizonte, o Mirante da Mata, dentro do Parque das Mangabeiras, é um deck de madeira com vista da capital de cima. Em Vitória, o Convento da Penha, erguido a 154 metros num penhasco, domina a Grande Vitória e o Atlântico.
No Sul, o clássico absoluto é a Usina do Gasômetro em Porto Alegre: a antiga usina de 1920, com sua chaminé de 117 metros à beira do Guaíba, forma o cenário mais fotografado da cidade, e o poente sobre o lago virou ritual gaúcho, muitas vezes com chimarrão na mão. Em Curitiba, o Parque Barigui abre um horizonte largo sobre o lago; em Florianópolis, a orla da Beira-Mar Norte e as praias da face oeste da ilha, como Santo Antônio de Lisboa, veem o sol descer sobre a baía. É no Sul que o poente chega mais tarde no verão, perto ou depois das 19h.
Os horários abaixo saem do motor astronômico do site, para o solstício de junho (a tarde mais curta do ano) e o de dezembro (a mais longa). A coluna da golden hour de dezembro marca quando a luz dourada começa, cerca de meia hora antes do sol tocar o horizonte. Chegue ao seu ponto antes disso.
| Capital | Pôr do sol 21 jun | Pôr do sol 21 dez | Golden hour (dez) |
|---|---|---|---|
| Rio Branco, AC | 17h19 | 17h51 | 17h21 |
| Maceió, AL | 17h12 | 17h42 | 17h12 |
| Macapá, AP | 18h30 | 18h26 | 17h56 |
| Manaus, AM | 18h00 | 18h07 | 17h38 |
| Salvador, BA | 17h17 | 17h59 | 17h28 |
| Fortaleza, CE | 17h33 | 17h43 | 17h13 |
| Brasília, DF | 17h49 | 18h42 | 18h11 |
| Vitória, ES | 17h10 | 18h20 | 17h48 |
| Goiânia, GO | 17h53 | 18h49 | 18h18 |
| São Luís, MA | 17h58 | 18h03 | 17h34 |
| Cuiabá, MT | 17h22 | 18h14 | 17h43 |
| Campo Grande, MS | 17h07 | 18h18 | 17h46 |
| Belo Horizonte, MG | 17h25 | 18h34 | 18h02 |
| Belém, PA | 18h17 | 18h18 | 17h49 |
| João Pessoa, PB | 17h13 | 17h34 | 17h04 |
| Curitiba, PR | 17h36 | 19h07 | 18h34 |
| Recife, PE | 17h11 | 17h35 | 17h05 |
| Teresina, PI | 17h48 | 18h02 | 17h32 |
| Rio de Janeiro, RJ | 17h16 | 18h37 | 18h05 |
| Natal, RN | 17h16 | 17h33 | 17h03 |
| Porto Alegre, RS | 17h33 | 19h26 | 18h50 |
| Porto Velho, RO | 18h06 | 18h33 | 18h03 |
| Boa Vista, RR | 18h13 | 18h00 | 17h30 |
| Florianópolis, SC | 17h28 | 19h09 | 18h35 |
| São Paulo, SP | 17h29 | 18h52 | 18h20 |
| Aracaju, SE | 17h15 | 17h49 | 17h19 |
| Palmas, TO | 18h01 | 18h33 | 18h03 |
Repare no contraste entre Recife (17h35 no verão) e Porto Alegre (19h26 na mesma noite): quase duas horas de diferença, fruto da latitude e da longitude somadas. Para o valor exato na sua data, cada capital tem sua página de nascer e pôr do sol, e o calendário do sol mostra a curva do ano inteiro. O mapa mundial de dia e noite ao vivo revela, em tempo real, onde no país já anoiteceu.
O erro mais comum é chegar na hora marcada do pôr do sol, quando a melhor luz já passou. A golden hour, aquela luz dourada e macia, começa cerca de uma hora antes de o sol tocar o horizonte, e é nela que a cidade fica mais bonita. Depois que o disco some, ainda vem a hora azul do crepúsculo civil, boa por mais uns 20 a 30 minutos, quando o céu ganha rosa e violeta.
O plano prático é chegar ao mirante ou ao cais com folga, conferir o horário na página da capital e ficar até escurecer de vez. Para acompanhar dia a dia quando a luz boa começa, use o calendário de golden hour. Quem quer aprofundar em fotografia acha o passo a passo no guia de fotografar a golden hour, e quem vai casar ou fazer um evento no fim de tarde encontra o encaixe da luz no guia de casamento ao pôr do sol.