Índice UV agora na sua cidade
Índice UV atual por cidade, com tabela e calendário do índice UV máximo de céu limpo, dia a dia e mês a mês.
Índice UV de céu limpo hoje em São Paulo
Índice UV agora, céu limpo 03:18:07
O sol está abaixo do horizonte em São Paulo neste momento, então o índice UV é 0,0. Ele volta a subir no nascer do sol, hoje às 06:02.
Máximo de hoje: 10,0 às 12:01, no meio-dia solar, na faixa muito alto. É cálculo de céu limpo, não é medição.
Arraste a bolinha no gráfico para a esquerda e para a direita, ou use este controle. O botão Agora devolve a bolinha para a hora atual.
Arraste o dia do ano para ver a curva mudar de tamanho ao longo das estações. O botão Agora também traz a data de volta para hoje.
Os quatro primeiros quadros seguem a bolinha; os quatro de baixo falam do dia inteiro que está no gráfico. A curva é o índice de céu limpo minuto a minuto, das 04:00 às 20:00. A bolinha começa na hora atual e anda com o relógio; arraste-a para ler qualquer horário do dia. O ponto fixo na crista da curva marca o máximo do dia, no meio-dia solar. As linhas tracejadas marcam o início de cada faixa da escala.
Horários das faixas de hoje
Quando o índice UV entra e sai de cada faixa
O índice sobe com o sol, chega ao máximo no meio-dia solar e cai do mesmo jeito. Estes são os horários de céu limpo de hoje em São Paulo.
| Faixa | Índice | Entra às | Sai às | Tempo na faixa |
|---|---|---|---|---|
| Moderado | 3 a 5 | 08:21 | 15:42 | 7h21 |
| Alto | 6 a 7 | 09:28 | 14:35 | 5h07 |
| Muito alto | 8 a 10 | 10:12 | 13:51 | 3h39 |
Hoje o índice de céu limpo não passa de 2 nesta cidade, então fica na faixa baixo o dia todo.
Cada faixa contém as de cima: enquanto o índice está em extremo, ele também está dentro das janelas de muito alto, alto e moderado. Os horários seguem o fuso local da cidade.
Linha do Tempo Anual
O índice UV ao longo do ano
Cada coluna é um dia de 2026, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, em São Paulo. Arraste para ler qualquer dia do ano. Em Faixas por hora a coluna é o dia inteiro, da meia-noite à meia-noite, pintado com a faixa da OMS de cada horário: a que horas o índice entra e sai de cada faixa, em cada época do ano. Nessa visão o arrasto move o dia e a hora, e a cruz marca o ponto. Em Máximo do dia a altura da coluna é o índice máximo daquele dia, no meio-dia solar.
Índice muito alto das 10:12 às 13:51; alto das 09:28 às 14:35; moderado das 08:21 às 15:42. Sol das 06:02 às 18:01.
Em Faixas por hora a coluna é o dia inteiro, da meia-noite à meia-noite: o fundo escuro é a noite, e a fronteira entre a noite e a cor é o nascer e o pôr do sol. Em Máximo do dia a coluna é o índice máximo do dia, comparado com 16, o topo da escala do gráfico desta página. Nas duas, o dia escolhido vem escrito por extenso acima, com o número, o nome da faixa e os horários de cada faixa: a cor não é a única informação. Desligue uma faixa acima para apagar a cor dela; o desenho continua no lugar, do mesmo tamanho.
O desenho do ano muda com a latitude. No Sul o índice cai a um terço no inverno e a linha do tempo fica com barriga; perto do equador ela é quase plana e alta o ano todo. O ponto mais forte do ano não cai no solstício de dezembro: ele anda para o fim de janeiro, quando a camada de ozônio afina mais rápido do que o sol baixa.
Calendário do mês
Calendário de Índice UV dos dias do Mês de setembro de 2026 em São Paulo
Cada quadrado traz o índice UV máximo de céu limpo daquele dia, no meio-dia solar, com o nome da faixa da OMS embaixo e uma barrinha na cor da faixa. O mês muda nos botões ou nas setas, um clique no dia abre o resumo ao lado, e a cidade troca no seletor acima.
Setembro2026São Paulo, SP
Cada dia traz o índice UV máximo daquele dia, o horário em que ele acontece e o nome da faixa da OMS. A barrinha é esse índice comparado com 16, o topo da escala do gráfico desta página. É sempre o valor de céu limpo, o teto do dia. O índice aparece com uma casa decimal; a faixa, como a OMS publica, é a do número inteiro. As cinco cores são as da escala: Baixo 0 a 2 Moderado 3 a 5 Alto 6 a 7 Muito alto 8 a 10 Extremo 11 ou mais
Tabela do índice UV
O índice UV nos próximos dias em São Paulo
Esta tabela tem controle próprio, independente do calendário acima: os próximos dias, um mês inteiro ou os doze meses do ano. A barra é o índice comparado com 16, o topo da escala do gráfico desta página.
| Dia | UV máx. | Faixa da OMS | Hora do máximo | Intensidade |
|---|---|---|---|---|
| 16/set qua · hoje | 10,0 | Muito alto | 12:01 | |
| 17/set qui | 10,1 | Muito alto | 12:01 | |
| 18/set sex | 10,2 | Muito alto | 12:01 | |
| 19/set sáb | 10,3 | Muito alto | 12:00 | |
| 20/set dom | 10,3 | Muito alto | 12:00 | |
| 21/set seg | 10,4 | Muito alto | 12:00 | |
| 22/set ter | 10,5 | Muito alto | 11:59 | |
| 23/set qua | 10,5 | Extremo | 11:59 | |
| 24/set qui | 10,6 | Extremo | 11:59 | |
| 25/set sex | 10,7 | Extremo | 11:58 |
A hora do máximo é o meio-dia solar da cidade, que quase nunca cai às 12:00. Ele anda alguns minutos ao longo do ano e depende da posição da cidade dentro do fuso.
Dados Técnicos
Os números por trás do índice de hoje
Os valores de hoje em São Paulo, da posição do sol à coluna de ozônio que entra na conta.
O máximo de hoje, no meio-dia solar
O que entra no cálculo
A fórmula e seus limites
- Fórmula
- UVI = 12,5 · μ₀^2,42 · (Ω/300)^-1,23
- Faixa validada
- zênite 0° a 60°, ozônio 200 a 400 DU
μ₀ é o cosseno do ângulo zenital do sol, que sai do cálculo astronômico próprio do site (VSOP87D), e Ω é a coluna de ozônio em unidades Dobson, tirada de uma climatologia publicada para o Brasil.
A escala da OMS
As cinco faixas do índice UV
O Índice UV Global foi criado pela OMS junto com o PNUMA, a OMM e a ICNIRP. Ele começa em 0 e não tem teto, e é publicado em número inteiro. Esta página mostra uma casa decimal e usa o inteiro para dizer a faixa.
Quanto maior o número, maior a intensidade da radiação ultravioleta que chega ao chão. As cores são as da própria escala.
Como o número é calculado
O que o índice UV mede e de onde sai o número desta página
O índice UV é uma nota para a intensidade da radiação ultravioleta que chega ao chão. Ele não mede o calor nem o brilho do sol: mede a parte do ultravioleta que age sobre a pele, com peso maior para os comprimentos de onda mais curtos, que são os mais ativos. Por isso um dia frio e claro de inverno pode ter índice mais alto do que um dia abafado e nublado de verão.
Dois números mandam no resultado
O primeiro é a altura do sol. Quanto mais baixo o sol, mais atmosfera a luz atravessa até chegar ao chão, e mais ultravioleta some no caminho. Esse efeito é forte: com o sol quase na vertical o índice pode passar de 13, e com o sol a 30° de altura ele cai para perto de 3. O segundo é a camada de ozônio, que absorve o ultravioleta mais curto. Uma camada 10% mais fina deixa passar cerca de 14% mais UV.
UVI = 12,5 · μ₀2,42 · (Ω/300)-1,23
μ₀ é o cosseno do ângulo zenital do sol e Ω é a coluna de ozônio em unidades Dobson. É a fórmula analítica de céu limpo publicada por Madronich em 2007, com erro de até 10% para o sol acima de 30° de altura e ozônio entre 200 e 400 DU.
De onde vem cada número
A altura do sol sai do cálculo astronômico do próprio site, o mesmo que dá o nascer e o pôr do sol de todas as páginas. A coluna de ozônio vem de uma climatologia publicada para o Brasil: um estudo de 2024 mediu o ozônio total em Natal e em Santa Maria de 1979 a 2020, com instrumentos de solo e de satélite, e publicou o ciclo anual dos dois lugares. Esta página usa esses dois pontos e interpola por latitude. É média climatológica, não é o ozônio de hoje.
Por que é o valor de céu limpo
A fórmula descreve o céu sem nuvem e sem poluição. É o teto do dia, o máximo que aquele lugar poderia atingir naquela data. Nuvem, fumaça e poeira só derrubam o número, e o ozônio real de um dia específico varia em torno da média usada aqui. Um valor medido no mesmo dia costuma ficar abaixo do que está nesta página, e nunca muito acima.
O índice no Brasil
O Brasil fica em latitudes baixas, então o sol passa alto ao meio-dia em quase todo o país, e a camada de ozônio dos trópicos é mais fina que a das latitudes médias. As duas coisas empurram o índice para cima. No verão, o valor de céu limpo passa de 11 em praticamente todo o território. Perto do equador ele fica alto o ano inteiro: em Manaus o cálculo desta página dá 15,1 em meados de março, quando o sol passa quase na vertical e a camada de ozônio já está afinando. No extremo sul a diferença entre as estações é grande: em Porto Alegre o máximo de céu limpo vai de 4,1 em 21 de junho a 13,4 em meados de janeiro, mais que o triplo.
Temperatura não tem relação com o índice UV
Este é o erro mais comum sobre o assunto. A fórmula do índice UV não tem temperatura nenhuma dentro dela: entram a altura do sol e a camada de ozônio, e mais nada. Um dia de 15 graus com céu limpo em janeiro tem praticamente o mesmo índice de um dia de 35 graus com céu limpo na mesma semana, porque o sol está na mesma altura e a camada de ozônio é a mesma.
No Brasil dá para ver o descompasso no calendário. A camada de ozônio é mais fina em abril, já no outono, e mais grossa em outubro, na primavera. Por causa disso, o índice de céu limpo mais alto do ano em São Paulo não cai no solstício de dezembro: o cálculo desta página dá 13,5 em 21 de dezembro e 14,0 no fim de janeiro e começo de fevereiro, quando o sol já começou a baixar mas o ozônio está afinando mais rápido do que o sol desce. O calendário acima mostra isso mês a mês.
A nuvem nem sempre derruba o índice
Céu limpo é o teto, e nuvem quase sempre puxa o número para baixo. Mas a OMS registra que nuvem fina ou rala quase não muda nada. E existe um caso em que a nuvem faz o contrário: com o céu meio encoberto e o sol aparecendo por um buraco entre nuvens de tipo cúmulo, as bordas das nuvens espalham luz para dentro desse buraco e somam ao que já vem direto do sol.
O efeito é medido. Em Granada, na Espanha, no dia 16 de junho de 2009, um grupo registrou o índice UV subir de 2,6 para 10,4 em trinta minutos em torno do meio-dia, sob céu de 5 a 7 oitavos de nuvem, chegando a um máximo perto de 11,5, acima do valor de céu limpo daquele momento. Cálculos de céu limpo, como o desta página, não enxergam esse tipo de episódio.
O chão devolve parte do ultravioleta
O índice desta página é o que desce do céu. O que chega até uma pessoa também depende do que o chão manda de volta. Pelos números da OMS, a grama, a terra e a água refletem menos de 10% do ultravioleta que recebem; a areia seca reflete cerca de 15%; a espuma do mar, cerca de 25%; e a neve fresca chega a 80%, o que quase dobra a exposição de quem está em cima dela. Na praia, portanto, o número desta página é o mesmo, mas a areia e a espuma acrescentam por baixo o que o céu já entregou por cima.
A altitude, e por que ela não entra na conta
O índice cresce com a altitude, porque sobra menos atmosfera acima para absorver o ultravioleta. O tamanho desse ganho é que não está resolvido. A OMS publica cerca de 10% a mais a cada 1000 metros. Um trabalho que mediu cerca de 600 dias de radiação em sítios da Bolívia e da Alemanha, de 550 a 5240 metros, achou de 5% a 10% por quilômetro entre as terras baixas e o altiplano boliviano, de 7% a 16% por quilômetro na Alemanha e de 8% a 23% por quilômetro entre o altiplano e uma estação de alta montanha. Os autores concluem que o efeito da altitude não cabe em um número único em porcentagem por quilômetro, porque depende do ar e do chão de cada lugar.
Com uma divergência dessas, aplicar um fator aqui seria escolher um palpite e vendê-lo como conta. O cálculo desta página então não corrige altitude nenhuma, e o número vale para o nível em que a cidade está no cadastro. Em cidades altas, como Campos do Jordão ou Brasília, o valor real de céu limpo fica acima do publicado aqui, e quanto acima esta página não afirma.
O buraco de ozônio e o Brasil
O buraco de ozônio fica sobre a Antártida e não cobre o Brasil. O que alcança o país é outra coisa: na primavera, pedaços de ar pobre em ozônio se soltam do vórtice polar e passam por cima do Sul do Brasil por alguns dias. Em outubro de 2016, entre os dias 19 e 23, uma dessas passagens foi acompanhada sobre o Sul do Brasil e o Uruguai com satélite e instrumento de solo: a coluna total de ozônio caiu para cerca de 225 DU, contra cerca de 250 DU do normal para a época, ou seja 10% mais fina.
Pela própria fórmula desta página, uma camada 10% mais fina deixa passar cerca de 14% mais ultravioleta. Esta página não enxerga esses dias: ela usa a média climatológica do mês, não o ozônio medido de cada dia. Em um episódio desses o valor real de céu limpo fica acima do que está aqui.
O máximo é ao meio-dia solar, não às 12:00
O meio-dia solar é o instante em que o sol cruza o ponto mais alto do dia naquele lugar. É ali que o índice bate o máximo, e ele quase nunca coincide com 12:00 no relógio. Dois motivos: o fuso é uma faixa larga, e cada cidade está mais a leste ou mais a oeste do meridiano que define esse fuso; e a órbita da Terra não é redonda, então o sol se adianta e se atrasa alguns minutos ao longo do ano.
O tamanho disso é grande. Pelo cálculo astronômico deste site, em São Paulo o meio-dia solar corre de 11:50, em novembro, a 12:21, em fevereiro. No Recife, que fica bem a leste dentro do mesmo fuso, ele corre de 11:03 a 11:34: o índice UV do Recife bate o máximo e já está caindo antes de dar meio-dia no relógio. A coluna "Hora do máximo" da tabela acima traz esse horário dia a dia.
A regra da sombra: o índice está escrito no chão
A altura do sol tem uma leitura que não precisa de conta nenhuma: a sua própria sombra. Sombra curta, sol alto. Quando a sombra tem o mesmo tamanho da pessoa, o sol está a 45° de altura. Quando a sombra tem o dobro do tamanho da pessoa, o sol está a 27°. A EPA americana publica a regra nessa forma: sombra mais curta que você, exposição mais alta; sombra mais comprida que você, exposição mais baixa.
Dá para pôr número nela, com a fórmula desta página. Com o sol a 45° e a camada de ozônio que a climatologia dá para São Paulo em julho, cerca de 275 DU, o índice de céu limpo é 6,0, faixa alto. Com o sol a 27°, sombra do dobro do tamanho, o mesmo cálculo dá 2,0, faixa baixo. Dezoito graus de sol a menos derrubam o índice em dois terços, porque ele acompanha a altura do sol elevada a 2,42. E não é um exemplo de laboratório: em São Paulo, em meados de julho, o sol chega ao meio-dia solar a 45° e o máximo do dia fica em 6, que é o gráfico no alto desta página.
A sombra não zera o índice
Estar na sombra tira o sol de cima de você, não o céu. O ultravioleta chega ao chão por dois caminhos: direto do disco do sol e espalhado pelo resto do céu, que é o mesmo espalhamento que faz o céu ser azul e que no ultravioleta é ainda mais forte que na luz visível. Debaixo de um guarda-sol ou entre dois prédios, o caminho direto some. O espalhado continua chegando de todo pedaço de céu que você ainda enxerga, e o chão devolve por baixo o que a seção acima descreve.
A OMS registra o resultado disso sem meio termo: uma permanência longa na sombra aberta, entre prédios por exemplo, pode causar queimadura numa pessoa sensível em um dia de índice alto. O número desta página é o do céu aberto e não sabe de sombra nenhuma: nenhum cálculo de céu limpo mede o que passa por baixo de uma cobertura.
O vidro corta o UVB e deixa passar o UVA
O ultravioleta que interessa aqui vem em duas faixas: o UVB, mais curto, de 280 a 315 nanômetros, e o UVA, mais longo, de 315 a 400. O vidro comum trata os dois de um jeito bem diferente, e isso foi medido. Um trabalho publicado em 2025 mediu as janelas de doze carros: os vidros temperados das portas barraram 100% do UVB, mas só cerca de 21% do UVA. O para-brisa, que é vidro laminado, com uma camada plástica entre duas folhas de vidro, barrou 99,25% do UVA em média. Foram janelas de carro, mas o temperado da porta tem a mesma base de sílica do vidro de janela comum.
O efeito no índice UV é grande, e por um motivo que está dentro da definição do índice: ele não pesa todos os comprimentos de onda igual. O peso é a curva de eritema da CIE, publicada por McKinlay e Diffey em 1987, em que 298 nanômetros vale 1 e 340 nanômetros vale cerca de 0,001, mil vezes menos. Quem manda no índice é justamente a parte curta, que o vidro barra. Índice 10 do lado de fora não é índice 10 atrás da janela, mesmo com o sol batendo em cheio. Esta página publica o índice a céu aberto e não sabe se existe um vidro no meio.
Por que o índice é o mesmo número em qualquer país
Índice 8 quer dizer a mesma coisa no Recife, em Lisboa e em Oslo. O Índice UV Global não é escala de cada país: a OMS publicou a definição em 2002 junto com o PNUMA, a OMM e a ICNIRP. A radiação que chega ao chão é pesada pela curva de eritema da CIE e dividida por 25 miliwatts por metro quadrado; o que sai é um número puro, sem unidade, e é ele que se publica arredondado. A EPA americana diz por escrito que a escala usada nos Estados Unidos segue as diretrizes internacionais da OMS. É a mesma régua nas cinco faixas que estão no alto desta página.
O que muda de país para país não é a régua, é o quanto se alcança nela. O índice segue a altura do sol, e a altura do sol ao meio-dia é geometria pura: 90° menos a distância entre a latitude do lugar e a declinação do sol naquele dia. Pelo cálculo astronômico deste site, em Berlim, a 52,5° de latitude norte, o sol chega ao meio-dia a 60,9° no melhor dia do ano e a 14,0° no pior. No Recife, a 8,1° de latitude sul, o pior meio-dia do ano tem o sol a 58,5°, quase o melhor dia de Berlim, e duas vezes por ano ele passa bem em cima da cabeça: 89,9° em 13 de outubro.
Daí a diferença entre uma estação e outra ser outra coisa em cada pedaço do Brasil. Em Porto Alegre, o máximo de céu limpo vai de 4,1 em 21 de junho a 13,4 em meados de janeiro, mais que o triplo. Em Manaus vai de 11,2 no fim de junho a 15,1 em meados de março: o ano inteiro na faixa extremo, inverno incluído. Não é que a escala seja mais dura no norte. É o sol que é outro.
Uma ressalva de honestidade: esta página só calcula o índice de cidades brasileiras, porque a climatologia de ozônio que ela usa foi publicada para o Brasil, e esticá-la até a Europa seria inventar. As alturas do sol de Berlim citadas acima vêm do cálculo astronômico, que vale para qualquer ponto do planeta.
Fontes de cada número desta página A fórmula de céu limpo (12,5 · μ₀^2,42 · (Ω/300)^-1,23) e sua faixa de validade (zênite 0° a 60°, ozônio 200 a 400 DU, erro até 10%): Madronich, S. (2007), Analytic Formula for the Clear-sky UV Index, Photochemistry and Photobiology 83(6). Contexto do produto de UV de céu limpo: TEMIS/KNMI. A climatologia de ozônio (Natal, 5,4° S: 255 DU em maio a 280 DU em setembro e outubro; Santa Maria, 29,72° S: 255 a 260 DU em abril e maio a 295 a 300 DU em setembro e outubro; série de 1979 a 2020): Bittencourt, G. D. et al. (2024), Multi-instrumental analysis of ozone vertical profiles and total columns in South America, Atmos. Meas. Tech. 17. Amplitude conferida contra um sítio tropical brasileiro (258,0 ± 11,5 DU): J. Atmos. Sol.-Terr. Phys.. Sobre a unidade Dobson: TEMIS. As cinco faixas e suas cores: ICNIRP, Índice UV Global, escala da OMS com PNUMA, OMM e ICNIRP. A definição do índice (a curva de eritema da CIE dividida por 25 mW/m², um número puro e sem unidade): TEMIS/KNMI. A curva de eritema em si, com 1 até 298 nm e cerca de 0,001 em 340 nm: McKinlay, A. F. e Diffey, B. L. (1987), A reference action spectrum for ultraviolet induced erythema in human skin, CIE Journal 6(1), 17-22, padronizada em ISO 17166/CIE S007; os três trechos da fórmula estão publicados pela NOAA. A regra da sombra (sombra mais curta que você, exposição mais alta) e a escala dos Estados Unidos seguir as diretrizes internacionais da OMS: EPA, UV Index Scale. Que sombra igual à altura da pessoa é sol a 45°, e sombra do dobro é sol a 27°, é a tangente do ângulo; os índices 6,0 e 2,0 nessas duas alturas saem da fórmula desta página com 275 DU. Que uma permanência longa na sombra aberta, entre prédios, pode causar queimadura numa pessoa sensível em dia de índice alto: OMS, radiação ultravioleta. O vidro (temperado das portas: 100% do UVB barrado e cerca de 21% do UVA; para-brisa laminado: 99,25% do UVA em média; doze veículos medidos): Axelson, G. E. et al. (2025), Evaluation of UV-A and UV-B transmission through the windows of gas, hybrid, and electric vehicles, Archives of Dermatological Research. O ganho por altitude citado pela OMS (cerca de 10% a cada 1000 m), a reflexão do chão (grama, terra e água menos de 10%; areia cerca de 15%; espuma do mar cerca de 25%; neve fresca até 80%, quase dobrando a exposição) e o efeito pequeno de nuvem fina: OMS, radiação ultravioleta. As medidas de altitude que divergem (Bolívia 5 a 10%/km entre as terras baixas e o altiplano; Alemanha 7 a 16%/km; altiplano a alta montanha 8 a 23%/km; cerca de 600 dias de medição entre 550 e 5240 m; conclusão de que o efeito não cabe em um número único): Pfeifer, M. T., Koepke, P. e Reuder, J. (2006), Effects of altitude and aerosol on UV radiation, J. Geophys. Res. 111, D01203. O episódio de nuvem que aumentou o índice (Granada, 16 de junho de 2009, UV de 2,6 a 10,4 em 30 minutos sob 5 a 7 oitavos de nuvem, máximo perto de 11,5, acima do céu limpo): Antón, M. et al. (2012), Extreme ultraviolet index due to broken clouds at a midlatitude site, Granada, Atmospheric Research 118, 10-14. A passagem de ar pobre em ozônio sobre o Sul do Brasil (19 a 23 de outubro de 2016, coluna total caindo a cerca de 225 DU contra cerca de 250 DU do normal): Bresciani, C. et al. (2018), Report of a large depletion in the ozone layer over southern Brazil and Uruguay by using multi-instrumental data, Annales Geophysicae 36, 405-413. Os números de índice e de horário citados no texto (13,5 em São Paulo em 21 de dezembro e 14,0 no fim de janeiro; 4,1 em Porto Alegre em 21 de junho e 13,4 em meados de janeiro; 15,1 em Manaus em meados de março e 11,2 no fim de junho; o sol a 45° e o índice 6 em São Paulo em meados de julho; o meio-dia solar de 11:50 a 12:21 em São Paulo e de 11:03 a 11:34 no Recife; os 14% a mais de ultravioleta com a camada 10% mais fina) saem da própria fórmula e do próprio cálculo astronômico desta página, com as fontes acima, e podem ser conferidos no calendário e na tabela trocando a cidade e o mês. As alturas do sol ao meio-dia citadas na última seção (Berlim, 52,5° N: 60,9° no melhor dia e 14,0° no pior; Recife, 8,1° S: 58,5° no pior dia e 89,9° em 13 de outubro) saem do mesmo cálculo astronômico (VSOP87D), que vale para qualquer ponto do planeta; o índice UV, não, porque a climatologia de ozônio usada aqui foi publicada para o Brasil. Os valores intermediários de ozônio saem de um harmônico anual ancorado nos extremos publicados e interpolado por latitude entre os dois sítios; o método está descrito no código, em core/engine/uv/UvIndexEngine.php.
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