Institucional
Metodologia do cálculo
Em setembro de 2026, os horários do nascerepordosol.com.br ficaram a no máximo 4,1 segundos dos calculados pelo JPL, da NASA, em oito cidades brasileiras de Boa Vista a Rio Grande.
Por Nascer e pôr do sol. Atualizado em 25/09/2026.
Cálculo
Como o horário é calculado
Cada horário sai da posição do Sol no céu, que o próprio site calcula com uma versão resumida da teoria planetária VSOP87, de Pierre Bretagnon e Gérard Francou. Para passar do tempo astronômico ao horário do relógio, o cálculo usa a diferença entre os dois divulgada pelo IERS, serviço internacional que acompanha a rotação da Terra. O fuso de cada um dos 5.571 municípios vem do banco de fusos horários da IANA.
Pela convenção dos observatórios, também adotada pelo Observatório Naval dos Estados Unidos (USNO), o Sol nasce e se põe quando o centro do disco está 0,833 grau abaixo do horizonte, soma do raio aparente do Sol com o desvio médio da luz na atmosfera.
O crepúsculo civil termina com o Sol 6 graus abaixo do horizonte; o náutico, com 12; e o astronômico, com 18. Chama-se golden hour, ou hora dourada, o período em que o Sol fica entre o horizonte e 6 graus de altura. A hora azul começa no pôr do sol e termina quando o Sol chega a 6 graus abaixo do horizonte.
Conferência
Precisão medida em setembro de 2026
A comparação com o JPL cobriu oito cidades em quatro datas de 2026, nos dois equinócios e nos dois solstícios. No nascer e no pôr do sol, metade das diferenças ficou abaixo de 1 segundo.
No USNO, os horários saem arredondados ao minuto, como no site, e os dois bateram em 182 de 184 horários. Nos dois restantes, o valor exato estava a menos de 1,2 segundo do meio minuto, e o arredondamento caiu para lados opostos.
O JPL também foi comparado com as efemérides do IMCCE, do Observatório de Paris, que pertencem a outra família de cálculo. Para São Paulo, as duas posições do Sol diferiram em 0,0001 grau.
Dados
Índice UV e coordenadas das cidades
O índice UV de céu limpo segue a fórmula do TEMIS, serviço do instituto meteorológico da Holanda (KNMI) e da Agência Espacial Europeia (ESA). A conta usa o ozônio medido pelo satélite OMPS, da NASA, e a altitude de cada cidade registrada pelo IBGE.
Como o dado do satélite chega com dois dias de atraso, os dias ainda sem medição usam a média da época e aparecem marcados como estimativa. Em 10 cidades e 62 dias de 2026, a diferença média do índice do site para o publicado pelo TEMIS, em valor absoluto, foi de 5,7%.
A posição de cada cidade foi revista em setembro de 2026 contra a sede municipal registrada pelo IBGE. Dezessete pontos estavam a mais de 20 km da sede e foram corrigidos; no pior caso, Cerro Azul (PR), o horário errava por 15 minutos.
Limites
O que o cálculo não inclui
Como a conta supõe um horizonte plano, quem vive em cidade cercada por serra, ou tem prédio na direção do Sol, vê o nascer mais tarde e o pôr mais cedo, às vezes com vários minutos de diferença.
A refração também varia com a temperatura e a pressão do dia, e os 0,833 grau são uma média. Em Edmonton, no Canadá, medições de Sampson e colegas publicadas em 2003 registraram refração entre 0,4 e 2,1 graus no horizonte. Em Barbados, no Caribe, o mesmo grupo encontrou oscilação bem menor, em estudo de 2005.
Nuvem, fumaça e poluição reduzem a radiação que chega ao chão, e por isso o índice UV do site é o teto do dia sem nuvem.
Referências
Fontes
- JPL, NASA: Horizons System
- USNO: Sun and Moon Rise/Set, One Day
- IMCCE, Observatório de Paris: Miriade
- TEMIS (KNMI/ESA): UV index and UV dose
- NASA, McPeters (2017): OMPS-NPP L3 NM Ozone Total Column. A NASA não endossa este site.
- IBGE: Base de Localidades
- IANA: Time Zone Database
- Sampson e outros (2003), PASP 115: refração no horizonte
- Sampson, Lozowski e Machel (2005), Applied Optics 44, p. 5652: refração no horizonte em Barbados